Entretrechos
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Deus dos Yazidis
terça-feira, 14 de abril de 2026
Yazidis
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| O templo de Lalish |
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| O Anjo Pavão |
domingo, 8 de março de 2026
Não escrevo para entreter...
Na Mão De Deus
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.
Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despôjo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!
quarta-feira, 4 de março de 2026
Heróis da Amazónia
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| Candido Portinari "Seringueiros" |
No final de 1988, os senadores Tim Wirth, John Heinz e eu, os congressistas John Bryant, Gerry Sikorski e uma delegação de observadores, estávamos a caminho do Brasil para encontrar Chico Mendes, talvez o mais famoso herói da resistência dos últimos anos, quando ele foi assassinado por um grupo de ricos latifundiários.
Nascido no Acre, na região amazónica, Chico Mendes organizou e liderou os seringueiros, que colhem os produtos renováveis da floresta tropical – frutos, castanhas e principalmente borracha – que obtêm da seiva colhida através de pequenos cortes nas seringueiras. Este modo de vida tem ajudado a preservar a floresta tropical, mas começou a prejudicar os interesses comerciais que visam explorá-la, queimando-a e derrubando árvores para abrir espaço para fazendas de gado. Em diversas ocasiões, Chico Mendes e os seringueiros tentaram impedir a passagem de máquinas e recusaram-se a permitir que os exploradores cruzassem a floresta tropical para incendiar áreas próximas.
Além disso, Chico Mendes encontrou formas alternativas – e sustentáveis – de ganhar a vida na floresta tropical e incentivou uma série de empreendimentos criativos para estimular os proprietários de terras a não as destruir, de forma a viver em harmonia com elas. Como aumentou o seu conhecimento da complexidade dessas questões e desenvolveu a sua capacidade de liderança, tentou entrar para a política, mas a riqueza e o poder dos latifundiários garantiram-lhe a derrota. Entretanto, como continuou a ameaçar os seus interesses, mataram-no com uma rajada de tiros, à porta de sua casa.
Al Gore
CHICO MENDES
Peço proteção infinita
para Apolo ser meu guia
pra eu narrar uma história
com muita melancolia:
A Morte de Chico Mendes
defensor da ecologia.
Chico Mendes morava
na cidade de Xapuri
Estado do Acre
onde lutava ali
defendendo os seringueiros
as matas, os rios e bem-te-vis.
Foi vereador, lutador
defendendo o pessoal
ingressou na ONU
tendo fama mundial
lutou pelo verde
até no dia de seu final.
Chico além de corajoso
dedicou todo amor
à natureza amazônica
no qual foi defensor
e o mundo inteiro perdeu
um herói de grande valor.
Foi assassinado
usado de covardia
por gente de alta classe
empilhada na burguesia
alguns são aqueles
que falam em democracia.
Usam palanques,
palestras e algo mais
falam em fraternidade
e fingem ter muitas paz
mas quem conhece bem
sabe o que são capazes.
Chico já havia antes
sofrido dois atentados
e por um milagre
havia escapado
mas na terceira vez
acabou no chão, deitado.
Antes de sua morte
havia feito uma reunião
com muitos seringueiros
de Xapuri e região
para discutir melhores preços
e ampla comercialização.
Dizia Chico aos colegas
caros amigos companheiros
temos que protestar,
a nossa classe de seringueiros
para melhor comércio
e ganhar mais dinheiro.
Temos que preservar
também a natureza
porque a Amazônia
é a maior riqueza
e o verde que alucina
transborda tanta beleza.
Defender o que é nosso
é a única saída
assim vamos de mãos dadas
manter a classe unida
lutaremos até o fim
mesmo que custe a vida.
José Aparecido Lima (Xandú) Literatura de cordel.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Amazónia
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| Júlio Pomar "O banho das crianças no Tuatuari,1997 |
A criação do mundo
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Os pobres são de Deus
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Lisboa, anos 50
António Lobo Antunes /texto com supressões
Crónica de Lobo Antunes lida por ele próprio:

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