quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Noruega III

A IGREJA (STAVKYRKJE) EM MADEIRA DE LOM 

As igrejas em madeira são um símbolo cultural da Noruega. Terão existido mais de mil e  chegaram até nós à volta de trinta. A técnica utilizada pelos vikings  na construção naval é a mesma que sustenta em pé estas igrejas.
A análise das madeiras mais antigas da igreja de Lom mostra que terá sido edificada cerca do ano de 1150. Ao longo do tempo foi sofrendo alterações e adaptações. Além de funcionar como escola, acolhia os peregrinos de passagem para os locais sagrados.
No séc. XIV,  a peste negra ditou o fim deste tipo de actividades da igreja. Seguiram-se quase três séculos de recessão  devido à falta de recursos humanos e materiais.
A Noruega aderiu ao protestantismo em 1537 e naturalmente a vida da igreja sofreu mudanças. 
Na igreja de Lom, à medida que  a situação económica o permitia, realizaram-se obras e as mudanças necessárias para a transformar numa verdadeira igreja luterana. Com a Reforma desapareceu quase tudo o que estava ligado ao catolicismo. No séc. XVII o templo foi ampliado para responder ao aumento da população. 
O edifício está bem conservado e o interior da igreja é um espaço muito acolhedor e bonito.
Encontra-se no local apoio e informação acessível aos visitantes. 
O cemitério estende-se pelo campo à volta da igreja. 


















terça-feira, 5 de agosto de 2025

NORUEGA II

 O ENCANTO DOS HOTÉIS DE MONTANHA


Miradouro no hotel


Parque e trilhos para caminhadas exclusivos para os hóspedes






Outro hotel encantado

 








    Em Geilo, um grande hotel com muitos atractivos 

Um grande troll dá as boas-vindas aos hóspedes

Escalada
                                                           
Ski
                                                   
        
                                                            
Arborismo

Escorrega gigante
 
                                                  

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Noruega I


O poeta e escritor José Gomes Ferreira desempenhou o cargo de cônsul de Portugal na cidade de Kristiansund, na Noruega, entre 1926 e 1929. Neste país, onde se vivia em democracia  desde 1905, a sociedade encontrava-se social e culturalmente muito avançada. José Gomes Ferreira integrou-se bem e fez amigos.
Infelizmente, durante a II Guerra Mundial, a invasão da Noruega pelas tropas nazis provocaria uma enorme devastação a todos os níveis.
No pós guerra, o lucro obtido com a exploração do petróleo permitiu à Noruega recuperar rapidamente investindo nas pessoas e no  desenvolvimento do país. A qualidade de vida dos noruegueses  é considerada excelente. 
No entanto, conscientes de que o mundo está a mudar, começaram a explorar novos recursos e  a tomar as medidas necessárias para continuarem a olhar com confiança para  futuro.



RESUMINDO
(...) lancei-me à vida com a sofreguidão de quem ia morrer amanhã. Percorri mundo, esbanjei desejos, cuspo no mar do Norte, lobriguei paisagens lunares inverosímeis que, de súbito, se despenhavam nas falésias a pino, por onde pendiam fios de gelo longos que, mais abaixo, acordavam em correntes de água viva a caírem em cachão no mar azul-violeta dos fiordes...
Viajei de trenó, ouvi línguas estranhas, carimbei montes de documentos, odiei, amei, sofri e, por fim, já farto da mesma lua em vários céus, regressei de novo à pátria e a este andarmos todos para aqui a dizer que tudo é uma chatice (e é verdade!).

                                                                              José Gomes Ferreira



PAISAGENS







Cruzeiro pelo Fiorde dos Sonhos



De novo em terra



Passeio de comboio- o Flamsbana




A caminho do glaciar Briksdal, no Parque Nacional de Jotedalsbreen








Glaciar








Jon Foss (1959) recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 2023.
No seu romance "Casa de Barcos" a personagem e narrador principal é um jovem adulto, bastante solitário, que mora com a mãe, à beira de um fiorde. Segundo conta, resolveu escrever para manter afastada a sua inquietação, com origem nos acontecimentos que relata, de forma algo desordenada e repetitiva.
Um dia, Knut, o seu maior amigo de infância do qual, desde que partira há dez anos atrás, nunca tivera notícias, decide vir passar as férias de Verão, à sua terra natal com a família. Quando se dá o reencontro entre os dois, ambos se sentem bastante embaraçados, mas Knut, que entretanto casara, apresenta-lhe a mulher. O olhar dela impressiona-o desde o primeiro momento. A partir daí, uma série de "coincidências" activam recordações e ressentimentos e apodera-se dele um estado de crescente e insuportável inquietação. Pressente-se que algo de trágico está para acontecer. 
É por isso que, na  esperança de conseguir afastar a sua inquietação, passa os dias no quarto, no sótão, sentado a escrever.
Deixou totalmente de sair de casa.